quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O prazer e diversidade sexual, as parafilias e a normalização sexual.

Por Breno Rosostolato*

Parafilia é um padrão de comportamento sexual em que o prazer não se restringe a cópula mas a total possibilidade de manifestar o desejo e a quem se destina, ou seja, o tipo de parceiro que será alvo e ao mesmo tempo sustentará este desejo. Fetiches que concretizam o prazer que não são socialmente aceitos, mas fazem parte da vida das pessoas de um modo geral. A maneira como cada um lida com isso, se a permissão ao prazer não ultrapassa o nocivo e destrutivo e este comportamento não se torna prejudicial ou doentio, a parafilia passa a ser considerada apenas uma variação deste prazer. Para se tornar patológica essa preferência deve ser de grande intensidade e exclusiva, isto é, a pessoa não se satisfaz ou não consegue obter prazer com outras maneiras de praticar a atividade sexual. Pode ser um comportamento perigoso, trazendo prejuízos para a saúde ou segurança das pessoas envolvidas.

Freud afirmou que a perversão é o negativo da neurose porque o perverso não reconhece o recalque, mecanismo de defesa comum à neurose, além de que a busca e a concretização do prazer é o objeto e alvo da perversão. A interdição, regras e o respeito aos limites e principalmente à lei são ignoradas na perversão. O sentimento de culpa serve como reparação das fantasias inconscientes vividas desde a infância. Exemplo disso é o sentimento de posse que a criança possui em relação ao seu objeto de amor, a mãe, confrontando assim o pai, processo de construção da personalidade através do complexo de Édipo. A culpa se traduz pela necessidade de reparação, em que a criança dirigi seus esforços na tentativa de concertar tudo aquilo que foi destruído ou atacado por seus próprios impulsos. O neurótico, por base em seus conflitos internos, entre os princípios de prazer e de realidade, aquela famosa ideia de um “anjinho” e “diabinho”, representados pelas instâncias psicanalíticas do aparelho psíquico, Ego e Id, não expressa seu desejo como o perverso. A culpa seria um gesto de amor, a disposição a reconstruir aquilo que fora destruído, imaginário ou real. Para a psicanalista Melanie Klein, as reparações que o sujeito empreende mediante sua culpa não só restauram, em fantasia, o objeto lesado, mas também a si mesmo.  A ausência de culpa caracterizaria uma estrutura perversa, em que a realidade reconhecida é recusada por conter limitações, regras e leis sociais normatizadoras.

Cada vez mais o sexo adquire uma percepção e uma aceitação maior na sociedade, diminuindo a censura ao prazer e possibilitando mais os comportamentos sexuais, escolhas e condutas. O que antes era inaceitável, diante de mentalidades e desmistificações de conceitos deturpados e arcaicos, o próprio conceito de parafilia, em alguns casos, deve ser revisto, sendo considerado apenas como uma expressão do prazer.

A agorafilia e a agrofilia são desejos da prática do coito em lugares abertos ou ao ar livre, sendo que a agrofilia é o mesmo prazer, só que em campos, bosques e no mato. Já ouviram histórias de pessoas que revelam o desejo em fazer sexo na praia ou numa cachoeira? Já a amaurofilia refere-se àquelas pessoas que são excitadas por um parceiro sexual que não é capaz de vê-los. A venda nos olhos é um recurso de surpreender o outro e assim, estimular o sexo através da percepção.

Um fetiche bastante curioso e mais comum do que imaginamos é o cisvestismo erótico ou fetichismo transvéstico. Consiste no prazer em se fantasiar para o sexo. Considerado como uma manifestação de prazer e do desejo, o cisvestismo é uma parafilia, um fetiche que consiste em homens heterossexuais a usarem peças íntimas femininas como calcinha, cinta-liga, sutiã, meia calça, etc. Uma manifestação erótica, o cisvestismo pode acontecer para apimentar a relação sexual ou o uso pode ser frequente, mas ainda assim, um fetiche. Os homens podem usá-las na intimidade para se masturbar num momento de autoerotismo. Vale lembrar que criaram a cueca feminina, peça íntima adotada com naturalidade pelas mulheres. Sem a conotação de um fetiche, a cueca feminina agradou e muitas mulheres ressaltaram o conforto delas. Recentemente uma empresa australiana lançou no International Fashion Show, realizado em Las Vegas (EUA), um conjunto de lingerie, um tanto atrevido, exclusivamente para o público masculino.

Outra parafilia é a necrofilia, pratica de fazer sexo com um cadáver. A prática sexual estranha é alvo de uma lei muito polêmica no Egito. De acordo com o Al Arabiya News, o parlamento egípcio deve votar sobre uma lei que permitirá que os maridos tenham relações sexuais com suas esposas até 6 horas após o seu falecimento. O projeto, introduzido por radicais islâmicos, surgiu em maio do ano passado, quando Zamzami Abdul Bari, um líder religioso, afirmou que o matrimônio continua válido mesmo após a morte. A própria necrofilia não é algo novo, praticada por algumas tribos africanas e considerada um gesto sagrado. Difícil interpretar as intenções de uma pessoa que pratica esta parafilia, mas o prazer está relacionado, primeiro, a se relacionar com a morte. O fascínio em se deparar com a morte e sentir-se imune a ela. Em segundo lugar, uma questão de dominar o corpo do outro sem nenhuma reação contrária e, por último, uma questão de vencer a morte. Dominar e superá-la.

Em ambos os casos citados, tanto no cisvestismo erótico como na necrofilia, a tentativa de normalizar esses fetiches parece acompanhar o domínio do prazer nas mentalidades contemporâneas. A escravidão ao orgasmo, que não deveria ser encarado como uma obrigação, conduz desejos afoitos e descontrolados. Descontrole esse que se observa numa parafilia em que sua prática resulta em cerca de 600 mortes por ano, a asfixiofilia ou asfixia autoerótica. A prática sexual consiste em reduzir intencionalmente a emissão de oxigênio para o cérebro durante uma estimulação sexual (masturbação) com o intuito de aumentar o prazer no orgasmoExemplo mais conhecido desse fetiche foi o ator americano David Carradine, 72 anos, encontrado enforcado em seu quarto de hotel em Bangcoc. De acordo com os policiais, uma corda estava presa em torno do seu pescoço e outra em seu órgão sexual. As duas estavam ligadas uma à outra e penduradas no armário. O quadro descrito sugere a prática de autoasfixia erótica.

As parafilias devem ser estudadas com mais atenção e práticas assim necessitam de cuidados e atenção redobrada, uma vez que o preço pago, algumas vezes, para se obter prazer é questionável e sacrificante. Pessoas morrem por causa de práticas parafílicas e é preciso entender melhor sobre estas atividades sexuais.


Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina - FASM

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Guitarrista do Black Sabbath revela ser neto de brasileira

Em Iron man, Tony Iommi fala de tudo aquilo que se espera ler na biografia de um rock star: sexo, drogas, rock’n’roll, encontros memoráveis e, claro, muita excentricidade.

Os integrantes do Black Sabbath voltaram aos noticiários com força total nos últimos tempos. Primeiro, o anúncio do fim do jejum de 21 anos sem show da banda aqui no Brasil (eles se apresentam no país em outubro deste ano); depois, o lançamento do disco 13, que marcou o retorno do vocalista Ozzy Osborne depois de 35 anos longe do Black Sabbath. Os fãs esperavam com tanto entusiasmo por esse disco que, rapidamente, ele alcançou o topo da Billboard nos Estados Unidos. Há 43 anos um disco do Black Sabbath não chegava lá. Mas nem todas as notícias foram boas. No início de 2012, o guitarrista Tony Iommy foi diagnosticado com linfoma e ainda luta contra a doença.


Tony é o único integrante que permanece na banda desde a sua formação inicial, em 1969. Nessa condição, se não protagonizou, testemunhou todas as histórias, sucessos e fracassos do Black Sabbath. Portanto, ninguém melhor do que ele para falar como foram os encontros, as brigas, os episódios envolvendo sexo, drogas e, claro, muito rock´n’roll. E ele fez isso. Contou tudo em sua autobiografia intitulada Iron Man – minha jornada com o Black Sabbath (Planeta, 400pp, R$ 39,90). O livro tem todos os elementos que os fãs esperam ler sobre o seu ídolo: a formação do Black Sabbath, as turnês insanas, os três casamentos, as bebidas, as drogas, as brigas, a criação dos lendários riffs e as histórias mais malucas que se possa imaginar.

A linguagem segue pelo mesmo caminho: é leve, informal, coloquial, divertida e cheia de palavrões. O livro traz ainda um caderno de imagens coloridas que ilustram desde a sua infância na Inglaterra até shows mais recentes.

Já no início da biografia, Tony revela o que poucos fãs do Brasil sabiam: sua avó paterna era brasileira. O Brasil, aliás, é cenário de alguns trechos do livro. Tony relembra, com emoção, dos shows que fizeram em 1992 em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro: “os shows eram gigantescos. Foi meio louco. Houve um show em que nos borramos de medo. A multidão se empolgou demais e começou a invadir o palco”.

Foi em São Paulo, nessa mesma turnê, que Geezer Butler (baixista) se embebedou no bar do hotel onde estavam hospedados e se desentendeu, veja só, com uma grande estátua de bronze que ficava no centro do saguão. “Quando bebe demais, Geezer pode se tornar um tanto violento. No entanto, ele escolheu a pessoa errada. Não dava para acreditar: o olho dele ficou inchado como um balão”, conta Iommi sobre o episódio.

Já no começo, o primeiro grande problema
Em 1965, Tony tinha 17 anos e trabalhava em uma fábrica de chapas de metal. Foi quando pintou a primeira grande oportunidade da sua vida: a sua nova banda, The Birds & The Bees, tinha sido contratada para fazer uma turnê pela Europa. Empolgado com o convite, Tony pediu demissão. No entanto, no último dia de trabalho, um acidente quase aniquilou com os seus sonhos de se tornar um grande guitarrista: por distração, Tony acionou uma enorme prensa industrial que decepou a ponta de dois dedos da sua mão direita.

Para muitos, esse fato deu a profundidade e o tom soturno que são característicos do som do Black Sabbath. “Eu admito, dói para caramba tocar guitarra bem nos ossos dos meus dedos decepados, e precisei reinventar meu estilo para me adaptar à dor”, conta. Além disso, Tony criou, ele mesmo, um dedal feito de couro que o ajuda muito a driblar a dor e a sua limitação. “É primitivo, mas funciona. Dá muito trabalho fabricá-los e mais trabalho ainda tocar com eles, porque não dá para sentir nada. Para que funcione, preciso praticar muito”, conta.

O Black Sabbath
O embrião do Black Sabbath foi a banda Earth, cuja formação era: Tony Iommi, Ozzy Osborne (que Tony conhecia do colégio), Bill Ward e Geezer Butler. Com poucas semanas de estrada, a banda abriu o show do Jethro Tull, que já fazia algum sucesso na época. O visual, de acordo com o próprio Tony, não era dos melhores: “não tínhamos dinheiro para termos uma boa aparência. Ozzy costumava andar descalço, vestia a parte de cima de um pijama e um pedaço de couro em torno do pescoço”.

No livro, Tony conta que já havia outra banda chamada Earth e, por isso, resolveram mudar o nome. “A ideia de Ozzy era Jimmy Underpass and the Six Way Combo. Que nome exagerado! Geezer sugeriu Black Sabbath e simplesmente soou como um bom nome para se usar”, conta como nasceu uma das maiores bandas de heavy metal de todos os tempos. O show de estreia da banda com o nome de Black Sabbath foi no dia 30 de agosto de 1969, em Workington.

O primeiro grande sucesso veio quando o grupo entrou para o selo Vertigo Records e lançou, no dia 13 de fevereiro de 1970, o álbum Black Sabbath, que alcançou a sétima colocação na lista de maiores sucessos da Inglaterra na época.

Em 1977, a banda finalizou a sua turnê mundial do álbum Technical Ecstasy e foi também o início do fim de uma era com Ozzy Osborne. “Ozzy saiu da banda. Ele simplesmente não queria mais participar. Foi um período muito difícil, mas nunca consideramos a possibilidade de desistir”, relembra Tony.

A essa altura, o estúdio já estava reservado para a gravação do disco Never say die! e era urgente que conseguissem um novo vocalista. Convidaram Dave Walker, mas Ozzy teve um momentâneo regresso e finalizou o álbum. “Para mim, Never say die! é muito excêntrico. Eu gostava de algumas faixas, mas acho difícil me identificar com o álbum por conta da maneira como ele foi criado. Foi um momento amargo para nós”, analisa o rock star.

A saída de Ozzy deu espaço para Ronnie James Dio, mas o empresário da banda na época, Don Arden, foi contra. “Ele não conseguia aceitar, só queria se fosse a formação original, aí insistiu: ‘nunca vai dar certo com o Ronnie! O vocalista do Black Sabbath não pode ser um anão!’. Isso era bem a cara de Don. No entanto, tivemos que impor um limite e continuamos com Ronnie”, relembra Tony.

Durante toda a história do Black Sabbath, foram muitas idas e vindas dos integrantes e Tony conta todas elas com riqueza de detalhes. O livro, por fim, é imperdível!

Iron Man - minha jornada com o Black Sabbath
Autor: Tony Iommi
Editora:  Planeta
Páginas: 400
Preço: R$ 39,90

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SAP aumenta em 54% suas vendas indiretas na América Latina

O ecossistema de parceiros e canais da companhia teve um bom desempenho com o modelo de nuvem gerenciada como serviço. Canais são responsáveis por 42% das vendas na região


As vendas indiretas da SAP na América Latina e no Caribe tiveram um aumento de 54%, representando 42% do total das vendas da companhia na região, em relação ao segundo trimestre de 2012. Com base na estratégia global da companhia, os parceiros devem somar 40% do total de vendas no mundo até 2015, número, portanto, já superado. Entre os países com os melhores resultados estão o Brasil (263%), o Chile (76%) e o México (15%). Os dados correspondem ao segundo trimestre de 2013, em comparação com o mesmo período no ano anterior, e foram divulgados no SAP Americas Partner Leadership Summit, que começou domingo (28/07), em Miami, Flórida, nos Estados Unidos.

Um dos principais responsáveis por esse crescimento foi a grande aceitação no mercado do modelo de nuvem gerenciada como serviço (McaaS), conhecido anteriormente no portfólio da empresa como ITO (Infrastructure Technology Outsourcing). A modalidade permite que os membros do ecossistema de canais customizem soluções SAP para atender a desafios específicos de empresas de variados segmentos, oferecendo aplicações em nuvem. Dessa forma empresas de todos os portes podem adquirir ferramentas inovadoras, com todos os benefícios do modelo em nuvem: pagamento de acordo com a utilização, pouco investimento inicial e redução dos riscos no gerenciamento da infraestrutura de TI. 

Em 2012, 10% do total de vendas na região vieram da modalidade de nuvem gerenciada como serviço. Entre os clientes que já estão utilizando esse modelo estão:  EngineBR,  ITST, MC1, Ramo Sistemas, Resource, SQL Tech, T-Systems e a VERT, no Brasil; Grupo Gigante e Grupo Assa, no México e América Central; UNE, na Colômbia; e ENTEL, no Chile. 

Outro fator que colaborou para o sucesso do ecossistema foi a capacitação do canal em áreas especializadas, o que garante que o cliente final receba o melhor serviço possível dentro das suas necessidades específicas.

“Nossos parceiros de negócios colocaram em prática nossa visão estratégica e posicionaram o cliente no centro dos seus negócios”, afirma Emilio Mariño, vice-presidente sênior de Ecossistemas e Canais e líder dos modelos McaaS e OEM da SAP América Latina. “Com este compromisso, eles se especializaram nas nossas soluções, agregando um valor cada vez maior ao nosso portfólio, e isso se refletiu nos excelentes resultados que compartilhamos com nossos parceiros”.

O SAP Americas Partner Leadership Summit é o principal evento de relacionamento para parceiros e canais SAP. Neste ano, o encontro amplia seu alcance, recebendo, além dos parceiros da América Latina e do Caribe, empresas da América do Norte, marcando, assim, a região recém-criada, Americas.

domingo, 4 de agosto de 2013

MERCADO DE GAMES EM ALTA ESTIMULA ABERTURA DE CURSOS PROFISSIONALIZANTES

O mercado de desenvolvimento de games no Brasil tem mais de 500 novas vagas abertas por ano, com salários anuais que podem chegar a R$ 167 mil para profissionais da área. Focadas em atender este novo mercado, escolas profissionalizantes têm inserido cursos de games em seu portfólio, oferecendo uma formação pra jovens interessados em atuar nesse mercado

Uma pesquisa da Associação Brasileira das Indústrias de Games (Abragames) revelou uma estimativa animadora para a indústria: o mercado da produção de jogos tem mais de 500 novas vagas abertas por ano. Dados promissores considerando que há cinco anos existiam apenas 40 empresas no setor e hoje são cerca de 100, nas quais os salários anuais podem chegar a R$ 167 mil para os profissionais da área.   

Com o aumento de empresas e consequentemente de vagas, cresce a busca por cursos que proporcionem os conhecimentos necessários para a produção de jogos. Segundo outra pesquisa da Abragames, realizada em 2008, que listava os cursos de games no país, ficou claro que as maiores possibilidades de formação estão nas ofertas de cursos livres, com 49% do total em relação às demais opções.

Isto porque, até então, a formação em games limitava-se a disciplinas de cursos de tecnologia. Entre os cursos livres disponíveis no mercado estão os que são oferecidos pelas escolas profissionalizantes, como a Evolute Cursos Profissionalizantes, que possui o curso de Desenvolvimento de Games em 78 unidades. “O investimento nessa área está muito grande. Há uma grande demanda por profissionais qualificados e isso torna os cursos profissionalizantes mais atrativos, pois são os únicos que oferecem uma formação rápida, o que seria impossível em uma graduação ou pós-graduação”, afirma o diretor comercial da Evolute, Vinícius de Almeida.

“A maior parte dos nossos alunos são jovens que buscam uma formação rápida para ingressarem rapidamente no mercado e conquistarem um salário que mais tarde possa sustentar o pagamento de uma universidade”, conclui.

Sobre a Evolute
Criada em 2008, em Taubaté (SP), a Evolute Cursos Profissionalizantes é uma das principais escolas de cursos profissionalizantes do país, oferecendo formação nas principais áreas do mercado de trabalho. São cerca de 50 cursos focados em segmentos como informática, marketing, finanças, design, além de setores específicos como os de petróleo e gás, sucroalcooleiro e turismo.

Distribuída em 78 unidades, a marca Evolute está presente em todas as regiões do país, em 16 estados, sendo que a empresa é líder de mercado na região do Vale do Paraíba, entre Rio e São Paulo. Em 2010, a Evolute Cursos Profissionalizantes lançou um segundo negócio, a Pop Idiomas. Assim como a Evolute, a Pop Idiomas é voltada para os públicos C, D e E, oferecendo curso de inglês através de um sistema de ensino individualizado e interativo.  Vivenciando forte processo de expansão no mercado, a Evolute foi lançada como franquia no início de 2012, até então a empresa possuía 10 unidades próprias. 

sábado, 3 de agosto de 2013

A importância de sair do sedentarismo

Por Roberta Stella*

A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que a dieta inadequada e a inatividade física são fatores de risco para a maioria das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como obesidade, diabetes, câncer, hipertensão e outras patologias cardiovasculares.

De acordo com a OMS, a inatividade física é a principal causa de, aproximadamente, 21% a 25% dos cânceres de mama e cólon, 27% dos casos de diabetes e 30% das doenças isquêmicas do coração.

A inatividade física, aliada a uma dieta rica em calorias, gorduras, sódio, colesterol e açúcar, é responsável pelo aumento do sobrepeso e obesidade na população brasileira, sendo que pesquisas populacionais realizadas pelo IBGE a partir da década de 70 mostraram que o excesso de peso triplicou entre os homens e duplicou na população feminina.

Dessa maneira, estimular a população a aumentar o nível de atividade física, além de diminuir o risco para o desenvolvimento das doenças acima mencionadas, traz, em curto prazo, benefícios como o aumento da saúde dos ossos, da musculatura e do gasto calórico, auxiliando no controle de peso.

 A Global Recommendations on Physical Activity for Health, publicada pela OMS em 2010, recomenda 150 minutos de atividade moderada por semana (30 minutos por dia), ou 75 minutos de atividades vigorosas pelo mesmo período.

 O programa de emagrecimento Dieta e Saúde desenvolveu estudo analisando o engajamento na ferramenta de atividade física, disponibilizada aos assinantes, e observou que a utilização diária do Contador de Pontos dos Exercícios levou a uma eliminação de peso seis vezes superior a quem não utilizava essa ferramenta.

Para motivar os usuários do Dieta e Saúde a praticar mais exercícios, os pontos ganhos pelos usuários com a prática de atividade física podem ser utilizados na alimentação, não prejudicando a eliminação de peso e a qualidade da dieta.

Para as pessoas sedentárias, o programa dá as seguintes dicas na hora de começar a se movimentar mais:

1. Escolha uma atividade que dê prazer e que é praticada em um ambiente que te deixe mais à vontade. Se tiver pavor de academia, exercitar-se nesse ambiente pode prejudicar o engajamento;

2. Comece gradativamente. Nada de correr se não está preparado para isso. Iniciar com atividades de alta intensidade poderá causar lesões e desmotivar;

3. Utilize roupas adequadas. Não vista agasalhos quando a temperatura estiver a pino. Isso levará à desidratação e não ao emagrecimento;

4. Procure amigos para acompanhar na prática dos exercícios. Assim, criará uma fonte de motivação a mais para treinar;

5. Não faça atividade física em jejum e hidrate-se bem antes, durante e após os treinos. Acredite, para um bom rendimento, é preciso estar alimentado e bem hidratado.


*Roberta Stella é nutricionista chefe do Portal Dieta e Saúde, braço do Portal Minha Vida, maior portal de saúde e bem-estar da internet brasileira.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Empregos formais melhoram resultados e segurança jurídica

Vagner Jaime Rodrigues *

É animador constatar que, apesar do baixo crescimento econômico, o Brasil continua com uma das menores taxas de desemprego do mundo e ampliando o índice de trabalhadores registrados em carteira. A positiva tendência é corroborada pelos números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged): em abril, criaram-se 196.913 empregos formais no País, 0,49% a mais em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a expansão foi de 1,39%, significando acréscimo de 549.064 postos de trabalho. Desde janeiro de 2011, foram gerados 4.139.853, representando aumento, no período, de 9,39%.
            Tais estatísticas têm um recorte especialmente interessante, relativo aos pequenos negócios. Estes, segundo levantamento do Sebrae baseado no Caged, foram responsáveis por 59,5 mil dos empregos criados em abril, ou seja, mais de 30% do total. Os dados confirmam a sua importância para o mercado de trabalho, a economia nacional e, o que é muito relevante, a maior formalização das relações trabalhistas.

Fica evidente que o processo contínuo de regularização de empresas e a crescente adesão ao Simples Nacional têm contribuído para que mais e mais trabalhadores migrem da informalidade para as carteiras assinadas. Cada funcionário registrado aparece nas estatísticas como um emprego criado, fator que também contribui para o desempenho estatístico positivo que têm caracterizado o mercado brasileiro de trabalho.

O registro em carteira é o melhor caminho para se estabelecer uma relação mais saudável entre empresas e trabalhadores. Ao propiciar aos seus recursos humanos o acesso à Previdência e a todas as garantias atreladas ao trabalho formal, as organizações têm como primeiro valor agregado o maior comprometimento dos colaboradores com suas metas. O vínculo faz com que o funcionário sinta-se mais integrado e estimulado a contribuir para o sucesso duradouro do empreendimento. Esse processo de valorização dos recursos humanos passa, também, pela qualificação da mão de obra. À medida que as empresas registram seus colaboradores, estabelecendo vínculos mais efetivos com eles, o seu aprimoramento e treinamento tornam-se ainda mais relevantes. Trata-se de um grande diferencial competitivo num mercado de trabalho no qual ainda há profissionais despreparados, inclusive para atividades corriqueiras. 

Por outro lado, a formalização do vínculo reduz os conflitos e evita que muitas situações acabem sendo decididas na Justiça do Trabalho, com grande prejuízo para as empresas e desgastes para os trabalhadores. Ainda é muito grande a quantidade de ações trabalhistas no Brasil. Em 2012, ingressaram 2,24 milhões de processos nas 1.440 Varas de Trabalho do País, aumento de 5,1% em relação a 2011. Parte disso deve-se a pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício.

O registro em carteira não impede o trabalhador de recorrer à Justiça, mas reduz bastante esse ímpeto e, quando ocorre um processo, amplia bastante as possibilidades de defesa e ganho de causa por parte das empresas. Por tudo isso, não basta registrar os colaboradores. Também é necessário gerenciar com eficácia a área de recursos humanos, de modo que todos os requisitos legais sejam atendidos de modo correto.

É necessário, sobretudo, colocar em prática o discurso da moda de que o capital humano é o patrimônio mais valioso das empresas. E é mesmo! Por isso, vamos cuidar bem dele. Nesse sentido, a melhor alternativa de vínculo continua sendo o registro em carteira. Isso não elimina a discussão dos setores produtivos e de toda a sociedade quanto à necessidade de uma reforma trabalhista. Porém, enquanto ela não chega, é prudente atender às disposições da sessentona CLT.


*Vagner Jaime Rodrigues é mestre em contabilidade, professor universitário e sócio da TG&C - Trevisan Gestão & Consultoria e da Efycaz Trevisan - Aprendizagem em Educação Continuada.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Dígitro Participa de Seminário Internacional da Segurança Pública

A Dígitro Tecnologia, desenvolvedora brasileira de soluções para Inteligência, TI e Telecom, estará presente no II Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública, que acontece de 7 a 9 de agosto, na FIESC, em Florianópolis. O evento é promovido pela Policia Militar do Estado de Santa Catarina (PMSC) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Grupo de Estudos de Segurança Pública.

O encontro deve reunir cerca de 350 profissionais dos diversos setores de inteligência e segurança do Brasil, de países da América Latina e da Europa, além de representantes de órgãos de governo, como, Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado, Polícias Civis, Corpos de Bombeiros, Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Segundo Ivan Empinotti, Gerente de Negócios da Dígitro, a companhia participará com um estande para facilitar o relacionamento com os visitantes e a apresentação de seu portfólio. "Apoiamos novamente o evento por entendermos que irá promover a ampliação do conhecimento e divulgação de soluções inovadoras que podem auxiliar as Instituições Públicas em situações que comprometem a segurança da sociedade", explica Empinotti.


Serviço
II Seminário Internacional de Segurança Pública
Data: 7 a 9 de Agosto, das 9h às 18h
Local: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC)
Rodovia Ademar Gonzaga, 2765 - Itacorubi - Florianópolis/SC