Hoje
a Receita Federal abre para consulta ao primeiro lote de restituições
do Imposto de Renda 2016, crédito que será liberado a partir do dia 15
de junho. Ao todo, serão pagos R$ 2,65 bilhões a 1,61 milhão de
contribuintes. Mas, para quem é um beneficiado, a minha pergunta é: o
que vai fazer com esse dinheiro?
Por ser um ganho extra, é
muito comum que as pessoas utilizem-no de forma desordenada, apenas
saciando os impulsos consumistas; contudo, para Reinaldo Domingos,
educador financeiro e autor do best-seller Terapia Financeira (Editora DSOP), é importante ficar atento para não desperdiçar essa chance de ajustar a vida financeira.
“A primeira preocupação das pessoas deve ser com as dívidas. Quem
estiver com financiamentos ou dívidas no cheque especial ou no cartão de
crédito, deve estabelecer uma estratégia para eliminar o problema.
Essas dívidas devem ser as primeiras a serem combatidas, já que as taxas
de juros são mais altas do que a lucratividade de qualquer aplicação
segura”.
Entretanto, Domingos alerta que é fundamental negociar
essas contas antes de pagar, reduzindo ao máximo os juros e as multas.
“O contribuinte também deve ter em mente que é hora de combater as
causas das dívidas e não o efeito, e isso só se faz com educação
financeira”.
Já para os contribuintes que não têm dívidas,
segundo Domingos, o ideal é investir o dinheiro, mas é importante que o
investimento esteja atrelado aos objetivos das famílias, caso contrário,
o retorno poderá não ser tão interessante, causando até prejuízos.
Veja orientações de Reinaldo Domingos de onde investir
Por mais que os números mostrem um tipo de investimento como vantajoso,
vários fatores devem ser avaliados antes dessa decisão, dentre os quais
estão o comportamento do mercado, que pode mudar de rumo com o passar
dos anos e, principalmente, os sonhos e objetivos que se quer atingir
com o dinheiro investido.
Investir apenas na linha que,
aparentemente, tem a maior rentabilidade pode ser uma armadilha, levando
até mesmo a prejuízos. E, já que o investimento deve ser atrelado a um
sonho, é importante saber que devem ser, no mínimo, três: curto, médio e
longo prazos. Os de curto são aqueles que se pretende realizar em até
um ano. Para esses, é interessante aplicar em caderneta de poupança,
pois, quando necessitar, terá a disponibilidade de retirar sem pagar
taxas, imposto de renda ou perder rendimentos.
Já os sonhos de
médio prazo abrangem um período de um a dez anos. São aqueles que não
ocorrem imediatamente, mas conseguimos visualizar a realização em um
período não tão longo. Para estes são interessantes linhas que tenham
prazos pré-estabelecidos no período do sonho a ser realizado. Dentre as
opções, recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, Título do
Tesouro e ouro. Neste caso, o melhor é pesquisar em, pelo menos, três
instituições financeiras de grande porte.
Já os sonhos de longo
prazo, são aqueles que a maioria das pessoas acredita que não irá
realizar, por representar algo muito distante. O tempo destes sonhos é
acima de dez anos, o que faz com que muitos desanimem antes mesmo de
começar. Mas afirmo: seja qual for o seu sonho, ele é factível de ser
realizado, no entanto, é preciso perseverança e começo imediato. Para
estes sonhos, recomendo investir em Tesouro Direto, previdência privada e
ações. No caso de investimento em ações, o melhor é investir, no
máximo, 20% do dinheiro total com essa finalidade, isto porque existe
grande risco, já que depende do desempenho da empresa na qual investe.
É importante manter a calma e não tomar decisões por impulso. Também
recomendo que se tenha uma reserva financeira extra para os imprevistos
(para este, a poupança também é recomendada). Geralmente, problemas
acabam desviando o dinheiro dos sonhos de médio e longo prazos. Por fim,
por mais que as informações direcionem para mudanças de aplicações, uma
das premissas da educação financeira é manter a calma e ter objetivos, o
que fará com que a realização de seus objetivos se torne mais simples.
Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de
Educação Financeira (Abefin), autor do best-seller Terapia Financeira e
da primeira coleção completa de educação financeira para escolas, que já
é adotada em mais de 1500 escolas em todo o Brasil.
DSOP Educação Financeira
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